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Longa distância da cidade até o alto do monte.
Surgia problema inesperado, de saúde pública, relativo à orientação e tratamento da lepra.
Embora a familiarização condicione amizade recíproca e fraterna.
Chamados para exames periódicos doentes e contatos, compareciam todos, numa espontaniedade admirável.
Recebiam orientações, medicações específicas para longo período de tratamento.
A bem dizer, o medicamento era só a sulfona.
Na serra das Divisas, residia o maior número de portadores da doença.
Parentes quase todos.
A última convocação não foi obedecida. Não houve comparecimento.
O mais velho, na doença e na idade, envia mensageiro ao doutor para informar que não iam mais atender ao chamado do médico.
Estavam aborrecidos e revoltados.
O médico não considerou despropositada a atitude, pois, pelo mundo, tantos se revoltam.
Por que eles não!!
Doença deformadora, contagiosa, eram considerados abomináveis. É como se fossem indivíduos diferentes, considerados estranhos na vida.
Expulsão espontânea ou forçada da convivência, como se a terra prometida não os aceitasse, antes, até, os repelisse.
As lágrimas dos sentimentos foram diminuídos aos poucos. Não desciam mais pelas faces formosas ou enrugadas. Esconderam-se no coração.
Que adianta banhar-lhes o rosto, se as mágoas cortam fundo o viver e machucam a mente?
É por isso, que trazem na revolta a sua mensagem.
"A Mensagem":
"A conversação teria que ser no local, na serra das Divisas, na casa do doente mais velho."
O doutor resolve de imediato seguir à montanha e tomar conhecimento do fato, pessoalmente.
Usando um único remédio fornecido contra a doença - a sulfona - julgavam que isso significava desinteresse pelos seus sofrimentos.
Cansados da doença, cansados do medicamento.
Enfadonha a vida porque isolados forçosamente.
O doutor a vida o fim da justa rebeldia.
A conversa amiga, em torno de diversos problemas do baixo rural residiam, permitiu se chagar a um entendimento satisfatório.
Esclarecendo que a sulfona era o bacteriostático de primeira linha.
Impedia a proliferação das baterias e. assim, ficavam sem condições de propagar. O micróbio, castigado pelo medicamento, permanecia estático, inoperante. É como se o encarcerasse. A doença não continuava.
Tudo foi compreendido.
Outros medicamentos pesquisados e observados mostraram também sua eficácia no combate ao mal de hansen.
Contando as suas vidas de resignação, abaixavam as cabeças, cada um a sua hora, como se pretendesse com os olhos fixos no chão, enterrar a via crucis da doença deformadora.
O mal se expandiu com as orientações e recursos aplicados.
A comunidade progrediu.
Encarcerou-se bactéria. Destruiu-se a doença.
Venceram os doentes. Venceu a Ciência.
Nada mais sublime, qualquer milagre. De ver que o mal desaparece, depois de Ter pela sua ação maléfica assolado considerável parte da humanidade.
Numa corrosão lenta e desanimadora. É necessário prosseguir na luta...
Cada um pode olhar no espelho e sorrir diante de sua face projetada que tem agora a beleza grega e a serenidade merecida.
É como se o beijo do Nazareno pousasse na fronte de casa um, para se transformar no remédio divino da paciência, do Amor e da alegria.
São sonhos acalentados, há milênios, transformados pelo poder da ciência e da fé.
Tem que ser olvidada a lepra, na profilaxia e no combate contínuo.
O leproso é a alma heróica de um mártir, e por isso se rovolta, em lugar que há desinteresse pala sua doença e pela sua vida. A ciência é dinâmica. Não cessa na luta pelo bem.
Se a medicação , embora heróica, era uma só, tinha para, numa interação, a mão do médico que cumprimenta, apertando a mão do doente, dando lhe apoio psicológico significativo.
Sob a guarda do amor e da Medicina preventiva e curativa, onde prevenção e cura se aliem, os doentes, estacionários na doença e contatos sãos, viverão alegres e sobranceiros para sentir e gozar o paraíso de suas guimeras.
Se houve, de início, a exaltação de ânimos e, também, a depressão que lhe sucede, em face do complexo ciência e doente, do mal e do bem, mostrou-se a todos, o caminho do Amor, que também é remédio e cura.
Bendita Revolta!!
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